Muitos pais acreditam que a primeira consulta com o ortodontista deve acontecer apenas quando todos os dentes permanentes já nasceram. No entanto, a recomendação é que a avaliação ortodôntica seja realizada por volta dos 6 anos de idade, fase em que é possível acompanhar o desenvolvimento da face, da mordida e da respiração da criança.
Alterações como respiração pela boca, ronco frequente, mordida cruzada, mordida aberta, dentes desalinhados ou dificuldades na mastigação podem indicar que o crescimento dos ossos da face e das arcadas dentárias não está acontecendo da forma esperada.
Quando identificados precocemente, muitos desses problemas podem ser tratados de maneira mais simples, aproveitando a fase de crescimento da criança. Em diversos casos, a intervenção precoce reduz a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida.
A avaliação ortodôntica infantil não serve apenas para alinhar os dentes. Ela também permite analisar fatores importantes, como:
✔ Desenvolvimento da mordida;
✔ Crescimento dos ossos da face;
✔ Respiração nasal ou bucal;
✔ Posição da língua;
✔ Hábitos como chupar dedo ou usar chupeta por tempo prolongado;
✔ Espaço para o nascimento dos dentes permanentes.
Além da estética, esses fatores influenciam diretamente a mastigação, a fala, a qualidade do sono e até o desempenho escolar, já que crianças que respiram predominantemente pela boca podem apresentar sono menos reparador e dificuldade de concentração.
Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de um tratamento menos invasivo e mais eficiente.
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Dr. Cláudio Denipoti